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Marina Simas

Análise da Marina Simas, consultora de relacionamento do Match Group LatAm

O Estudo dos Solteiros deste ano apresentou diversas informações interessantes que nos ajudam a compreender melhor quem são os solteiros atualmente no Brasil, como eles se comportam e o que pensam.

Um destaque da pesquisa é a opinião dos solteiros sobre filhos, pois atualmente muitos entrevistados na faixa etária acima de 30 anos optam por não ter filhos ou estão demorando mais tempo para ter filhos, possivelmente por conta das mudanças culturais. Podemos analisar que aspectos como religião, cultura, momento socioeconômico do país e nível de escolaridade superior podem impactar nas escolhas quanto a paternidade ou a maternidade, adotando comportamentos diferentes de um tempo atrás, o que faz com que hoje as pessoas tenham um número reduzido de filhos ou nenhum filho.

Outro fator interessante é que a maioria dos solteiros (71%) não tem vergonha e nem preconceito sobre o uso dos aplicativos de relacionamento. Se observarmos os números, notaremos que os homens têm muito menos preconceitos e se apresentam de forma mais racional, prática e direta na busca de uma parceira (o). Já as mulheres, muitas vezes, ainda têm a ideia de um amor romântico, de acordo com a educação que tiveram. E, essa expectativa, acaba impactando na busca por parceiros (as) na internet e na vida.

Além disso, mais da metade dos entrevistados relata que é mais fácil encontrar um amor após os 50 anos. Isso porque talvez as pessoas nessa faixa etária são mais flexíveis e também por não apresentarem uma alta expectativa frente a essa escolha. Eles são mais maduros e não idealizam tanto. Geralmente, essas pessoas já construíram e viveram outras histórias que os ajudam a lidar com a realidade de uma forma mais leve e saudável.

Quanto aos principais objetivos de vida, os solteiros desejam casar, viajar muito e atingir boas posições na carreira. Quando olhamos as diferenças de gênero, percebemos que as prioridades mudam. Para as mulheres, o foco está nas viagens, enquanto para os homens o foco é atingir a melhor posição na carreira. Isto ainda representa resquícios de nossa sociedade patriarcal, na qual o homem era o provedor da família e a mulher submissa a ele.

Surge algo bastante polêmico quando perguntamos sobre sexo no primeiro encontro. A maioria das mulheres (76%) diz que não faria, já a maioria dos homens afirma que faria sim. Talvez ainda apareça dessa forma em função da diferença de educação que os homens e as mulheres recebem quanto ao sexo. Os homens são muito estimulados para viver a sua sexualidade e as mulheres para reprimir e viver apenas com a pessoa certa. Isso vem mudando, mas o “não transar no primeiro encontro” pode ser considerado ainda como uma imposição social e não uma escolha possível e livre.

Apesar disso, 51% dos entrevistados, homens e mulheres, acreditam que o sexo no primeiro encontro não influencia na decisão de se reencontrarem novamente. Isso mostra que essa ideia pode realmente estar ultrapassada.

Quando focamos no público LGBT, tanto os homens como as mulheres encontram mais dificuldade em construir um relacionamento sério, segundo a pesquisa. Essas pessoas têm uma dificuldade maior em conhecer pessoas com os mesmos interesses, o que dificulta a conexão e a ligação.

No entanto, um ponto bastante positivo é que a maioria dos homens e mulheres – homossexuais e bissexuais – não passou por nenhuma situação difícil com heterossexuais durante os encontros, talvez fruto de uma liberdade maior para construção afetiva e sexual entre pessoas do mesmo sexo.

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